Famílias refugiadas começam a retornar para suas cidades, que foram tomadas pelo Estado Islâmico

Fonte: portasabertas

É dia 6 de agosto de 2014, no Iraque. Yousif* tem apenas 14 anos. O sol mal levantou, e Yousif e sua família estiveram no carro durante a noite toda. Eles fugiram apenas com as roupas do corpo. O Estado Islâmico (EI) está atacando a cidade de Qaraqosh, enquanto eles estão presos no engarrafamento de refugiados que se dirigem para a área curda mais segura. Olhando para trás, Yousif diz que havia apenas uma coisa em sua mente naquela manhã: “Eu estava apavorado. Não sabíamos se havia terroristas vindo atrás de nós. Na verdade, tudo em que consegui pensar foi em sobreviver”.

Yousif e sua família chegaram a Erbil, a capital da região curda, na tarde daquele dia. Por mais de dois anos, eles viveram em um campo de refugiados organizado pela igreja local. Então, em 19 de outubro de 2016, a boa notícia veio: Qaraqosh foi libertada! Mas, depois da primeira alegria, chegaram as primeiras imagens da cidade. Qaraqosh estava devastada.

Em novembro de 2018, Yousif já com 18 anos, caminha próximo a um prédio da igreja em Qaraqosh. Seus passos são lentos e, de vez em quando, ele para e olha para o chão empoeirado. Talvez esteja tentando lembrar como era a igreja quando saiu: alegre e colorida. Agora, o teto está escurecido pelo fogo e as paredes estão manchadas de pichações. Pouco resta do prédio depois que o EI o usou como campo de tiro por dois anos. Yousif e sua família fazem parte dos 30% dos habitantes que retornaram a Qaraqosh após a libertação.

Atualmente, Qaraqosh está lentamente voltando à vida. Casas estão sendo restauradas e escolas foram reabertas. Yousif e sua família moram em Qaraqosh novamente. É diferente de antes, porém, Yousif diz: “70% dos meus amigos deixaram o Iraque. Eu lhes disse boa sorte; somos muito bons amigos, mas é hora de dizer adeus”.

A situação econômica difícil e a possibilidade de voltar à violência – o Iraque não teve um dia de paz desde que Yousif era criança – são os principais fatores que contribuem para um sentimento de desesperança e medo em relação ao futuro. “Não sabemos o que vai acontecer, não sabemos o que devemos fazer e não sabemos se o futuro será melhor ou pior”, destaca o jovem cristão. (Essa história continua)

Pedidos de oração

  • Clame em favor de Yousif, sua família e todos os habitantes de Qaraqosh, para que consigam restabelecer suas vidas sem medo.
  • Agradeça a Deus pelos deslocados internos que continuam a retornar para suas cidades desde que o Estado Islâmico foi expulso.
  • Interceda pelos líderes cristãos e pastores no Iraque. Peça que a igreja de Cristo no país mantenha a esperança viva.

* Nome alterado por segurança.

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