Ibrahim teve de fugir de casa apenas com a roupa do corpo para não ser morto pelo próprio pai.

Ibrahim é etíope de 20 anos, cristão ex-muçulmano que cresceu em uma família que não acreditava em Deus e que o ensinou que matar cristãos era algo positivo. Segundo o rapaz, tal ato poderia fazer com que ele fosse diretamente para o céu que sua religião havia prometido.

“Eles me ensinaram que isso era uma ‘passagem direto para o céu’”, disse ao Portas Abertas. Mas, isso não foi suficiente para que Ibrahim não buscasse mais sobre o cristianismo. A cruz sempre fascinou o jovem e, secretamente, ele começou a frequentar uma igreja evangélica.

“Finalmente entendi que a cruz não era apenas um símbolo cristão, mas minha salvação, minha ‘passagem gratuita’ para o céu”, ressalta. Quando ele se converteu, sabia que enfrentaria sérios problemas com sua família que seria motivo de vergonha para seus pais.

Seus pais não teriam outra resposta a não ser matá-lo. Então, ele permaneceu com sua fé de forma sigilosa, sem contar nada. “Quando ia à igreja, dizia para os meus pais que estava indo para o futebol”, conta. Até que um dia seu pai descobriu que não houve partida de futebol e disse que outros contaram para ele que Ibrahim estava indo à igreja.

“Então eu fugi somente com a roupa do corpo. Fiquei na rua por um tempo, depois um evangelista disse que eu podia ficar com ele. Fiquei na casa dele sete meses, até que um parente me descobriu. Ele sabia exatamente onde eu morava, onde trabalhava e a igreja onde ia, e contou para o meu pai onde me encontrar”, contou.

Ibrahim chegou a ser ameaçado em público pelo próprio pai  em seu local de trabalho. Gritando, o muçulmano esbravejou sobre o garoto que acabou fugindo novamente, apenas com a roupa do corpo.

Foi a partir daí que ele conheceu uma pessoa da Portas Abertas que arranjou um lugar para ele ficar. ““Até agora vivo me escondendo, porque meus irmãos estão me procurando para matar a mim e ao evangelista que me protegeu”, coloca.

“Mas não vou voltar atrás. Antes de conhecer Jesus, eu odiava as pessoas. Quando entreguei minha vida a ele, tive que deixar minha casa e tudo o que amava. Então comecei a amar as pessoas e minha vida se encheu de paz”, disse. O jovem Ibrahim participou de uma viagem do ministério de jovens da Portas Abertas na Etiópia, onde conheceu outros jovens cristãos perseguidos. Ele pôde trocar experiência com eles. Ibrahim teve seu nome real suprimido por motivos de segurança.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO PORTAS ABERTAS

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