O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu está visitando a Casa Branca para conversar com Donald Trump sobre questões, como uma possível reação às ameaças feitas pelo Irã.

Na tarde desta quarta-feira, o presidente norte-americano Donald Trump recebeu o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu na Casa Branca, para uma coletiva de imprensa, na qual diversos temas foram abordados, em respostas a diversos jornalistas. Além do encontro com a imprensa, outras reuniões também estiveram na agenda dos dois governantes em Washington.

Inicialmente os presidentes trocaram saudações com discursos breves, nos quais o desejo de laços mais fortes entre Estados Unidos e Israel foi evidenciado de ambos os lados.

“Hoje eu tenho a honra de das as boas vindas ao meu amigo, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca. Com esta visita aos Estados Unidos novamente, nós reafirmamos nossos laços indestrutíveis com nosso aliado, Israel. A parceria entre nossos países, firmada em nossos valores que compartilhamos, tem conquistado avanços pela liberdade humana, dignidade e paz. Estes são os blocos de construção da democracia”, declarou Trump.

“O Estado de Israel é um símbolo para o mundo, de resiliência diante da opressão. Nenhum outro Estado tem passado pelo o que eles passaram e sobrevivido ao genocídio. Nunca nos esqueceremos o que povo judeu suportou. Sua perseverança em face da hostilidade, sua democracia em face da violência são realmente inspiradores. Os desafios de segurança encarados por Israel são gigantescos”, acrescentou.
ONU
Trump também voltou a criticar as resoluções recentemente votadas na ONU, que rejeitaram os laços dos judeus com locais considerados sagrados em Jerusalém, como o Monte do Templo e o Muro das Lamentações.

“Nossos países irão continuar a crescer. Nós temos uma história de cooperação na luta contra o terrorismo e contra aqueles que não valorizam a vida humana. América e Israel são duas nações que valorizam toda vida humana. Esta é mais uma das razões pela qual eu rejeito as resoluções contra Israel nas Nações Unidas. Na minha opinião elas foram muito injustas”, destacou.
Aliados
Netanyahu respondeu às declarações de Trump reforçando que os Estados Unidos “nunca terão um aliado melhor que Israel”.

“Eu valorizo profundamente sua amizade. Para mim, para o Estado de Israel, isso é tão evidente. Israel não tem melhor aliado que os Estados Unidos e eu quero te mostrar que os Estados Unidos não têm melhor aliado que Israel”, declarou.
Irã
Trump lembrou que seu governo já impôs novas sanções ao Irã, por causa de seu programa de construção de uma bomba nuclear.

“Minha administração já impôs novas sanções ao Irã e vamos fazer mais para prevenir que ele nunca desenvolva uma arma nuclear”, destacou.

Quando questionado sobre a questão do Irã, Netanyahu chamou a atenção para o perigo evidente que um um programa nuclear poderia representar se for desenvolvido pela nação islâmica.

“Presidente Trump está fazendo um esforço válido para condenar as violações do Irã sobre o acordo [assinado no Governo Obama], o teste de lançamento dos mísseis”, destacou. “Esses caras estão desenvolvendo armas nucleares. Não apenas uma bomba, mas centenas de bombas”.

A coletiva de imprensa na quals os dois governantes participaram foi transmitida ao vivo no Facebook. (Imagem: Facebook)
Acordo
Quando questionado sobre a solução da crise sobre os assentamentos de judeus em locais como Gaza, Trump reforçou o seu desejo de que um acordo seja firmado entre Israel e Palestina de alguma forma, por mais difícil que isto pareça ser.

“Eu gostaria de ver um acordo sendo feito. Eu sei que a maioria dos presidentes começaria isso tão tarde, porque eles nunca pensaram que fosse possível e era impossível porque eles não o fizeram. Mas Benjamin e eu temos nos encontrado há um tempo. Ele é um homem esperto, grande negociador e eu acho que nós vamos conseguir um acordo”, destacou.

Respondendo a uma pergunta sobre a Solução de Dois Estados (Israel e Palestina), Netanyahu optou por responder com certo bom humor, mas não perdeu a oportunidade de reforçar seu posicionamento.

“Eu li ontem em um jornal americano que se você perguntar a cinco pessoas, suas opiniões sobre a Solução de Dois Estados, terá oito respostas diferentes. No caso de Israel, você terá 12 respostas diferentes. Muito mais do que lidar com rótulos, eu quero lidar com substância. Tudo o que tenho visto para solucionar este problema ainda está firmado em rótulos e não em substância”, afirmou.

“Então aqui está a substância: Há dois pré-requisitos para que se encontre a paz neste caso. Primeiro, os palestinos precisam reconhecer o Estado de Israel. Eles precisamo parar de proclamar a destruição de Israel. Eles têm que parar de ensinar seu povo a destruir Israel. Em segundo lugar, Israel precisa manter o controle sobre toda a área do Rio Jordão, porque se nós o tivermos, sabemos o que acontecerá: poderemos ver o surgimento de outro estado radical islâmico”, acrescentou.

FONTE: GUIAME, POR JOÃO NETO

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