Nos últimos meses, diferentes denominações evangélicas lançaram campanhas de oração pelo país. A principal motivação tem sido a conturbada situação política e a crise institucional que o Brasil atravessa. Entre documentos e manifestações, diferentes segmentos se posicionaram, alguns a favor e outros contra, mas todos afirmam esperar uma intervenção divina.

Contudo, essa prática de colocar questões políticas como parte da intercessão é antiga. Existem orientações específicas da Bíblia para que se façam “súplicas, orações, intercessões e ação de graças… pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade” (1 Tm 2:1-2).

Ou seja, desde o início do cristianismo que existe essa percepção que o bem-estar de um povo depende que as pessoas com autoridade governem bem. Orar pelos políticos é um costume nas diversas igrejas que possuem um ministério de intercessão.

Há muitos anos, as irmãs do círculo de oração da Assembleia de Deus em Pernambuco dão sustentação espiritual a diversos deputados evangélicos. Em um clamor contínuo ao mesmo tempo em que decisões importantes eram tomadas no Congresso Nacional. Raquel Gomes, Sara Rodrigues e Cleide França estavam em Brasília na semana passada. Elas contam que costumeiramente lideram uma rede de intercessores, que fazem turnos de oração contínuos, literalmente 24 horas por dia.

As três reafirmam sua convicção que Deus ouve e opera no país, sem perder de vista que a situação que estamos vivendo é, sobretudo, uma resposta a essas orações. “Quando seu povo se reúne para orar, o Senhor faz”, lembra Cleide. Já Raquel assevera que esse movimento intenso no Brasil não pode parar, pois o Senhor “ainda tem grandes coisas para fazer”. Sara, por sua vez, crê que no final, o nome de Deus é que será glorificado.

As três são unânimes ao dizer que as principais armas do cristão são a oração e o jejum. A dirigente Raquel explica que o papel delas, como intercessoras, não é pedir apenas pelos deputados que são evangélicos. Elas oram por todos os que foram eleitos, independentemente de convicção religiosa.

Nesses tempos de incertezas, a internet tem sido uma maneira de se debater o assunto e lembrarantigas profecias sobre uma interferência divina nos rumos do Brasil. Do outro lado, diferentes movimentos ativistas foram para as ruas contando, inclusive com lideranças evangélicas.

As líderes do círculo de oração de Pernambuco preferem não fazer previsões sobre nomes, lembrando apenas que seu papel é continuar “na brecha”. “Tudo isso que está acontecendo é permissão de Deus e no final a vitória é dele”, ressalta a dirigente Sara.

Por sua vez, Cleide pede que a igreja de todo o país “entre nessa batalha pois Deus irá mudar essa nação”. Assim como elas, por todo o território nacional há homens e mulheres anônimos que acreditam nisso e fazem a sua parte na igreja local. A história mostrará se a igreja compreendeu seu papel nesse processo histórico e, mais do que reclamar, dedicou-se a clamar.

Fonte: https://noticias.gospelprime.com.br

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