Mulheres e crianças vítimas da guerra na Síria encontram um lugar para socializar e renovar o ânimo para seguir a vida

Fonte: portasabertas

Atualmente, a Portas Abertas apoia 15 Centros de Esperança que são desenvolvidos em igrejas locais na Síria. Na verdade, a ideia é que eles sejam um braço da igreja para alcançar a comunidade e “onde os cristãos possam se sentir como uma família”, diz Ibrahim*, um colaborador da Portas Abertas na Síria.

Além da distribuição de comida (que ainda é necessária devido à guerra que se estende no país desde 2011), há visitas às casas e os Centros buscam suprir as necessidades específicas de cada comunidade. As igrejas ajudadas são de várias denominações, o que mostra a riqueza do corpo de Cristo na Síria.

Com a guerra, as pessoas, principalmente as mulheres, têm muita dificuldade para fazer coisas como socializar ou receber algum tipo de cuidado. Maria*, também colaboradora do Portas Abertas, diz que “geralmente, os homens estão no exército ou foram trabalhar em outra região ou país, fazendo com que as mulheres tenham que carregar o peso de cuidar da família sozinhas, deixando de lado o cuidado consigo mesmas”.

Mulheres curadas, famílias curadas

Vinte e duas dessas mulheres puderam ter essa realidade mudada ao participar da primeira, de muitas palestras, sobre cuidados médicos pessoais. Essa primeira palestra aconteceu na abertura do Centro de Esperança em Damasco, capital da Síria. Na ocasião, as mulheres puderam tirar suas dúvidas sobre como lidar com diabetes e obter conselhos nutricionais para uma dieta mais balanceada e saudável. Os encontros também são uma oportunidade de desenvolver novas amizades.

Pastor Edmund*, outro colaborador local da Portas Abertas, diz: “Vemos as mulheres como uma parte importante de cura para a Síria como um todo. Se as mulheres forem curadas, as famílias serão curadas”. Por isso, vários projetos foram abertos para atender mulheres e crianças. O objetivo é que sejam curadas tanto física quanto psicologicamente do horror da guerra através de sessões de aconselhamento nos Centros de Esperança da Síria.

No sul da Síria, Sweida e Daraa são exemplos de mulheres que frequentam a academia de ginástica em um Centro de Esperança. Elas cuidam do bem-estar físico e Maria explica: “Dar às mulheres um lugar para ir e fazer uma atividade lhes dá energia e melhor capacidade psicológica também”. Edmund conclui: “empoderar as mulheres após a guerra é a chave para reconstruir o país”.

Filhos da guerra

As crianças também têm a oportunidade de se engajar em atividades esportivas e em equipe através dos programas de futebol dos Centros de Esperança em Damasco e Alepo. Além disso, elas participam de lições bíblicas e outros assuntos espirituais e gostam muito.

Maria compartilha: “Os pais contam como ficaram surpresos quando, pela primeira vez, os filhos estavam gostando da educação cristã tanto quanto das outras aulas”. Essas atividades ajudam as crianças a lidar com agressividade e outros comportamentos negativos que são parte do trauma sofrido durante a guerra.

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