Dois anos depois que um grupo de extremistas islâmicos atacou um casal no Paquistão e os jogaram vivos em um forno de tijolos por supostamente terem profanando o Corão, a Justiça ainda não puniu puniu os responsáveis pelos assassinatos brutais.

Shahzad Masih, de 26 anos, e sua esposa Shama Bibi, de 24, foram acusados por muçulmanos locais de rasgarem páginas de um exemplar do Corão. O ato é considerado um crime punível com a morte no Paquistão.

Sem hesitação, uma multidão de muçulmanos atacou Shahzad e Shama, espancando o casal e quebrando as pernas dos dois, enquanto eles tentavam fugir. Então, a multidão os lançou dentro de um forno de tijolos, onde ambos trabalhavam.

“Eles os pegaram pelos braços e pelas pernas e os seguraram sobre o forno de tijolos até que suas roupas pegassem fogo”, disse o porta-voz da família, Javed Maseeh à NBC News. “E então os jogaram dentro da fornalha”.

O governo do Paquistão concedeu aos três jovens filhos do casal – Suleman, Sonia e Poonam – uma indenização de mais de 5 milhões de rupias (47.785 dólares). No entanto, as crianças ainda não receberam o dinheiro, já que terão de esperar até completarem 18 anos e estão sendo apoiados pela Associação Cristã Paquistanesa.

Mas talvez o fato de os filhos do casal ainda não terem recebido sua indenização não seja o único, nem o maior fator de indignação neste caso. A principal questão é que nenhum dos 44 muçulmanos presos após a morte dos dois cristãos foi condenado, segundo um relatório da Fox News.

Acredita-se que o casal estava pagando suas dívidas ao dono do forno de tijolos – um homem chamado Mohammed Yousuf. O dono do local inventou a história, o que acabou levando a multidão a matar o casal.
Leis de blasfêmia
As acusações de blasfêmia muitas vezes incitam a violência contra os cristãos no Paquistão, um país que abertamente persegue os cristãos por causa da fé destes em Jesus.

Um menino cristão de 16 anos está atualmente aguardando julgamento, depois de ser preso por causa de uma postagem no Facebook, considerado pelos muçulmanos locais como uma blasfêmia contra o profeta Maomé.

Em 2014, uma multidão de manifestantes matou uma mulher e seus dois filhos em Gujranwala, depois de e ela supostamente ter feito uma publicação com blasfêmias ao islamismo nas mídias sociais, segundo informou o jornal britânico ‘The Independent’.

De acordo com a Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional (‘USCIRF’), o governo paquistanês continua a “perpetrar e tolerar violações sistemáticas, contínuas e flagrantes da liberdade religiosa”.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO GOSPEL HERALD

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