Hugh Freeze está sendo pressionado por uma organização ateísta dos EUA a parar de usar seu perfil pessoal do Twitter para falar de Jesus, mas não se intimidou.

O principal treinador de futebol da maior universidade do Mississippi (EUA) continua a publicar versículos bíblicos e mensagens cristãs em sua conta pessoal no Twitter, mesmo depois de uma proeminente organização ateísta ter pressionado a instituição de ensino, exigindo que ela o obrigasse a parar de “promover a religião nas mídias sociais”.

Hugh Freeze é o treinador principal da equipe de futebol americano da Universidade do Mississippi, cargo que ocupa há cinco anos. Evangélico praticante, Freeze regularmente usa sua conta no Twitter para compartilhar versos da Bíblia ou mensagens cristãs inspiradoras com seus 182.000 seguidores.

“A adoração corporativa é projetada para impedir que que nunca vejamos o amor redentor e a graça de nosso Senhor como algo que merecemos”, ele postou em 19 de março.

“Já que nossa posição com Deus não é baseada em nossa justiça, mas em Cristo, em momentos de fracasso podemos correr para Ele e não Dele!”, escreveu também o treinador no dia 6 de março.

“É somente quando a paz de Deus governa meu coração que eu posso conhecer a verdadeira paz com os outros!”, publicou também Freeze em 17 de fevereiro.

Embora as postagens de Freeze recebam centenas de curtidas e compartilhamentos, a organização ateísta “Freedom From Religion” (FFRF) expressou oposição aos posts do treinador na mídia social. Em um comunicado de imprensa recente, o grupo alertou que as mensagens do treinador são potencialmente inconstitucionais, devido ao seu conteúdo “abertamente religioso”.

“Embora a FFRF respeite o direito do Freeze de publicar posts como um cidadão particular, ele pode não promover suas crenças religiosas pessoais, enquanto estiver atuando em sua qualidade de funcionário universitário”, disse a FFRF em um comunicado.

Sam Grover, advogado da ‘FFRF’, esclareceu ainda as objeções do grupo aos posts de mídias sociais de Freeze em uma carta enviada ao chanceler da Universidade do Mississippi.

“A Universidade ‘Ole Miss’ viola [a Cláusula de Estabelecimento da Constituição] quando promove declarações religiosas ou permite que seus funcionários promovam suas crenças religiosas pessoais enquanto atuam em suas capacidades oficiais”, escreveu Grover.

Na carta, Grover argumentou que é inconstitucional para a Universidade do Mississippi promover os tweets de Freeze ou permitir que ele publique mensagens religiosas enquanto servir como treinador. Grover também expressou preocupação com os tweets de Maurice Harris, outro treinador da universidade, que também é cristão.

“A ‘FFRF’ pede que a Universidade do Mississippi tome medidas imediatas para garantir que o treinador Freeze, o treinador Harris e o restante do departamento atlético da universidade estejam conscientes de que eles não podem promover a religião enquanto estiverem atuando como funcionários universitários”, Grover afirmou. “Esta proibição de endosso religioso estende-se a publicações de mídia social”.

Resistindo à pressão
Apesar da pressão da organização ateísta, Freeze parece não ter se intimidado. Nas últimas duas semanas, ele publicou várias referências cristãs adicionais em sua conta no Twitter, incluindo uma que mencionava o “dom totalmente imerecido da graça através do sacrifício”, acrescentando: “Obrigado, Jesus”.

As argumentações da organização ateísta também estão sendo contestadas por outros advogados. Em uma declaração para o Christian Post, Jeremy Dys, do Instituto ‘First Liberty’, disse que os direitos de Freeze são protegidos pela Primeira Emenda, não importa qual seja sua posição profissional.

“A Primeira Emenda protege o direito dos americanos como o treinador Freeze a se expressar sobre sua fé em suas contas pessoais do Twitter”, disse Dys. “E nossas universidades devem ser lugares onde a tolerância, inclusividade e diversidade são promovidas. A ‘FFRF’ recorreu ao intolerante bullying na tentativa de silenciar e censurar o treinador Freeze”.

“Nós encorajamos a Universidade do Mississippi a ignoramos a carta da ‘FFRF”, disse Dys.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CHRISTIAN NEWS

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