Com apenas 17 anos, o escocês Anthony Gielty foi condenado a dez anos de prisão por tentativa de homicídio. Desde então, ele passou a aterrorizar a vida dos outros detentos e funcionários da penitenciária, mas o desfecho de sua história mudou após uma poderosa experiência com o amor e o perdão de Deus.

Considerando sua existência como uma inutilidade, desde a infância Anthony passou a buscar distração na violência. “Comprar esta narrativa me levou a ter mais e mais ódio, de mim mesmo e dos outros. Eu fui consumido pela violência desde o início”, disse ele ao site Christian Today.

Na prisão, Anthony era incontrolável: o motivo mais singelo poderia despertar uma fúria irrefreada dentro dele.

O início de sua mudança começou quando ele recebeu a visita do padre John MacFadden em sua cela. “Eu nunca vou esquecer esse dia. Ele estava muito familiarizado com pessoas como eu; sabia que ele tinha algo diferente — havia algo de Cristo nele. Havia bondade, amor e paz”.

Embora aquele momento tenha impactado Anthony, ele permanecia com seus hábitos de ira, principalmente pelo ambiente hostil em que ele vivia. “Eu sabia que Cristo estava oferecendo um modo de vida diferente para mim. Eu estava entre o perdão e o ódio, travando uma batalha entre os dois. Foi difícil”, ele lembra.

Até que chegou o momento em que ele se convenceu do perdão e da libertação de Deus. “Um inegável poder tinha entrado minha vida, e com ele uma grande confiança na misericórdia de Deus. Essas dúvidas já não me tocavam mais”, disse Anthony.

Durante seu período na prisão,

Anthony se juntou a um rigoroso grupo católico. No entanto, ele sentiu que não se encaixava ali e passou a fazer parte de um seminário teológico evangélico promovido pelo Colégio Internacional Cristão.

No grupo evangélico, ele conta que se sentiu em casa. “Eu estava cercado por pessoas que eram apaixonadas pelo Evangelho e alcançavam outras com a mensagem da salvação”, ele lembra.

Em meio as aulas Anthony conheceu sua esposa, Anna, com quem ele tem dois filhos. Hoje, ele trabalha com uma organização que ajuda homens a saírem da cultura de gangues e pessoas viciadas em drogas e álcool. Além disso, ele continua evangelizando na prisão.

Anthony não se esqueceu dos danos que já causou, mas hoje ele os encara de uma maneira diferente. “Quando olho para trás, eu olho através da lente da cruz. Eu tenho horror, profundo pesar e vergonha, mas eu sempre tenho que trazer tudo isso de volta para a cruz. Eu sou grato a Cristo”, disse ele.

“Estou muito feliz. Sou casado, tenho dois filhos e sou muito grato por minha vida. Hoje sei que a vida tem um significado”, acrescenta.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE CHRISTIAN TODAY

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