Há quase 40 anos, Marike Veldman decidiu deixar a Holanda para morar em um novo país: Israel. Seu objetivo em construir uma casa em Jerusalém era de se tornar uma mãe adotiva para crianças árabes.

“Eu não tinha dinheiro. Eu não tinha nada, apenas a promessa de Deus do Salmos 10, que diz ‘defendes o órfão e o oprimido’”, disse Marike. “Foi assim que eu comecei a construir minha casa — pela fé”.

Mais de 20 crianças viveram com Marike ao longo dos anos. Algumas por um curto período de tempo, outros por períodos mais longos.

No dia 13 de outubro de 2015, a vida da holandesa cristã iniciou um novo capítulo quando dois homens palestinos fizeram um ataque a seu ônibus, em Jerusalém. Os homens esfaquearam e balearam alguns passageiros, deixando três mortos.

“O homem que estava com a faca me puxou e me empurrou com muita força na janela. Em seguida, ele começou a socar meu ombro, meu peito e minhas mãos”, ela lembra.

Marike conta que outro terrorista foi para a parte de trás do ônibus, onde começou a atirar. “Enquanto ele esfaqueava, eu dizia em minha própria língua [holandesa] o tempo todo: ‘Senhor Jesus'”, disse Marike.

Ela tentou se proteger com as mãos, até que o homem deixou de golpeá-la e foi para a parte de trás do ônibus. De repente, o vidro foi quebrado e a porta se abriu.

Marike caiu para fora do ônibus, sangrando e em estado de choque. Ela recebeu seis facadas e sofreu um colapso pulmonar.

Processo do perdão

Os filhos adotivos de Marike foram visitá-la no hospital. “Uma das primeiras perguntas que os meus filhos me fizeram foi: ‘Mamãe, você nos odeia agora? Você odeia árabes?’”, ela lembra.

“Fiquei espantada por eles me fazerem essas perguntas. Eu disse: ‘filhos, como vocês podem me perguntar esses tipos de perguntas? Eu fui chamada para amar os árabes e, claro, eu não odeio eles'”.

“Eu estava tão agradecida quando eu saí do ônibus viva que eu agradeci ao Senhor, e não passou pela minha cabeça nem por um segundo em odiar os árabes. Eu até perdoei quem me esfaqueou”, disse ela.

“Eles disseram: ‘mamãe, não faz nenhum sentido. Como você pode perdoar alguém que queria te matar?’”, Marike recorda.

“Eu pensei que sim, era verdade, não fazia muito sentido perdoar uma pessoa assim. Mas depois eu pensei em como o Senhor, nosso Pai Celestial, nos perdoou através do Senhor Jesus. O perdão é uma escolha. Eu quero fazer a escolha de perdoar”, avalia.

“Uma vez que você fizer essa escolha, Deus irá te ajudar. Essa é Sua graça. Então, se você fizer a escolha de perdoar, Deus vem e lhe dá a graça para seguir em frente. Foi isso o que expliquei aos meus filhos”, lembra.

Marike conta que essa experiência traumática a aproximou de Deus. “Ele provou ser um Deus maravilhoso. Estamos servindo a um Deus maravilhoso e Ele é tão bom”, afirma.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE CBN NEWS

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