Segundo o diretor da Missão Portas Abertas, crianças cristãs de regiões como o Oriente Médio estão traumatizadas pela perseguição religiosa.

Crianças cristãs do Oriente Médio e outras áreas de conflito em todo o mundo estão sofrendo por trauma que “nenhum humano deveria vivenciar”, segundo a Missão Portas Abertas, um dos maiores grupos de vigilância de perseguição religiosa no mundo.

“A próxima geração de cristãos no Oriente Médio, na Ásia, Ásia Central, em lugares como o Iraque e a Síria, lugares como o Cazaquistão e o Uzbequistão e o Afeganistão – esses jovens cristãos têm passado por um trauma que nenhum ser humano deveria ter que vivenciar”, disse David Curry da Portas Abertas, em um artigo para a agência ‘Mission Network News’ em um artigo publicado na terça-feira.

“Como isso pode acontecer com algo de bom? Nós vamos ajudar a alcançar, reconstruir e proporcionar um contexto mais profundo para essas crianças, dar-lhes assistência, dar-lhes o cuidado que precisam para que possamos ter um corpo de Cristo forte e saudável”, acrescentou.

Curry disse que em muitos ataques terroristas, como o assassinato de nove cristãos em uma igreja ao sul do Cairo (Egito) na semana passada, são as crianças quem mais sofrem.

“Como adultos, temos a capacidade de contextualizar as coisas, mesmo na situação mais difícil. Mas imagine uma criança nessa circunstância”, observou.

Ele lembrou a história de um jovem iraquiano, chamado Noah.

“Sua experiência era como tantos outros. No meio da noite, ele foi despertado por seus pais, que disseram: ‘O Estado Islâmico está vindo nos atacar porque somos cristãos’. Então ele teve que deixar tudo em sua casa, até mesmo seus brinquedos mais preciosos, tudo. E quando ele voltou, tudo estava destruído”, disse Curry.

O CEO da Portas Abertas argumentou que muitas crianças têm que tomar decisões complexas com as quais as pessoas no Ocidente não precisam lidar.

“Muitas vezes, vemos crianças, como essa com a qual conversei na semana passada, esses jovens do Iraque, sua fé pessoal é tão profunda porque eles têm que decidir coisas como: ‘Estou disposto (a) a morrer por Jesus?”, Disse ele.

Outros filhos cristãos são condenados ao ostracismo em comunidades onde sua fé é uma minoria e estão sendo forçadas a parar de seguir a Jesus, acrescentou Curry.

Alguns dos grupos terroristas mais mortíferos do mundo, como o Estado islâmico, convocaram ataques durante as festas de fim de ano, independentemente de as crianças estarem presentes ou não nos locais marcados.

Um recente vídeo do grupo terrorista na Somália exigiu que os “lobos solitários ataquem durante o Natl e Ano Novo, em casas noturnas, igrejas e mercados, independentemente da presença de crianças”.

As crianças têm sido sequestradas por grupos como o Estado Islâmico e Boko Haram e usadas como soldados por grupos radicais, forçadas a matar outras pessoas e a se matar em atentados suicidas.

O Boko Haram, ligado ao Estado Islâmico, na Nigéria forçou pelo menos 135 crianças a realizar atentados suicidas em 2017, segundo um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância.

Manuel Fontaine, diretor do Programa de Emergência da UNICEF, disse em dezembro que há um grande desrespeito às leis internacionais que protegem os jovens, enquanto as crianças “se tornam alvos e são expostas a ataques e violência brutal em suas casas, escolas e playgrounds”.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CHRISTIAN POST